Logística no Carnaval: desafios e oportunidades

A logística no Carnaval exige um nível de planejamento muito acima da média. Enquanto grande parte do país desacelera, a cadeia de suprimentos enfrenta um dos períodos mais críticos do ano. Em 2026, com o feriado oficial em 17 de fevereiro e blocos começando dias antes, a antecipação deixa de ser uma vantagem competitiva e passa a ser uma necessidade operacional.

O impacto econômico do Carnaval ultrapassa R$ 14 bilhões, segundo projeções do setor. Esse volume pressiona indústrias, transportadoras e operadores logísticos a manterem o fluxo de abastecimento mesmo diante de rodovias congestionadas, restrições urbanas e alterações nos horários de operação.

Entender como a logística se comporta nesse período é essencial para evitar rupturas, atrasos e custos adicionais.

O país desacelera, mas a logística não

Durante o Carnaval, o comportamento do país muda drasticamente. O aumento expressivo de veículos leves nas rodovias, somado a bloqueios urbanos e desvios temporários, cria um ambiente de maior risco operacional.

Além disso, muitas empresas trabalham com equipes reduzidas, o que limita janelas de carga e descarga e exige decisões mais precisas sobre rotas, horários e priorização de entregas.

Nesse cenário, a margem de erro diminui. Pequenas falhas tendem a gerar efeitos em cadeia, impactando prazos, custos e, principalmente, a segurança.

Aumento do fluxo nas rodovias e riscos operacionais

Um dos maiores desafios da logística no Carnaval é o crescimento concentrado do fluxo nas estradas. Feriados prolongados elevam o risco de congestionamentos e acidentes, especialmente em corredores logísticos estratégicos.

Somam-se a isso fatores críticos como:

  • restrições de circulação para veículos pesados em rodovias e áreas urbanas;
  • maior incidência de chuvas em determinadas regiões;
  • aumento do tempo de viagem e do consumo de combustível.

Nesse contexto, planejar rotas alternativas e horários inteligentes deixa de ser uma boa prática e se torna um requisito básico para manter a operação estável.

Restrições urbanas e impacto nos horários de carga e descarga

Nos grandes centros, o Carnaval altera completamente a dinâmica logística. Bloqueios para desfiles e eventos de rua reduzem o acesso de caminhões e encurtam as janelas operacionais.

Ao mesmo tempo, indústrias, comércios e serviços continuam demandando abastecimento. Empresas que não se antecipam acabam enfrentando atrasos, reprogramações, multas e custos extras, especialmente na última milha.

Setores mais impactados pela logística no Carnaval

Embora o Carnaval seja frequentemente associado ao turismo, seus efeitos se estendem por diversas cadeias produtivas. Bebidas e alimentos, por exemplo, registram aumento acelerado de consumo, exigindo reposições frequentes e controle rigoroso de estoques, especialmente no caso de produtos perecíveis.

No varejo, datas sazonais elevam a demanda, enquanto restrições urbanas dificultam a distribuição. Já setores como construção e indústria de base, mesmo com ritmo reduzido em alguns pontos, sofrem impactos de paradas logísticas que afetam cronogramas e contratos.

Na prática, o Carnaval funciona como um teste de resistência para toda a cadeia logística.

Dicas práticas para uma logística mais eficiente no Carnaval

Mais do que compreender os desafios, é fundamental agir de forma estratégica. Algumas práticas fazem diferença real na operação:

Planejamento antecipado de cargas

Antecipar embarques críticos e ajustar estoques antes do feriado reduz riscos de ruptura e dependência de janelas operacionais limitadas.

Gestão inteligente de rotas e horários

Evitar horários de pico, mapear bloqueios urbanos e definir rotas alternativas são medidas que ajudam a reduzir atrasos e aumentar a previsibilidade das entregas.

Reforço na comunicação com clientes e parceiros

Alinhar prazos realistas, informar restrições e manter canais abertos evita ruídos e reprogramações de última hora.

Escalas e descanso das equipes

Planejar turnos, folgas e substituições é essencial para garantir continuidade operacional sem comprometer a segurança de motoristas e equipes de apoio.

Foco em segurança e gestão de risco

Períodos de tráfego intenso exigem atenção redobrada a procedimentos de segurança, manutenção preventiva da frota e monitoramento das viagens.

Empresas que tratam o Carnaval como um evento operacional, e não apenas como um feriado, conseguem reduzir custos, preservar pessoas e manter a operação fluindo.

Quando tudo muda, a logística sustenta o movimento

O Carnaval deixa claro que logística vai muito além do transporte. Trata-se de planejamento, gestão de risco e execução precisa em ambientes instáveis.

Enquanto o país celebra, a logística garante que indústrias, comércios e serviços continuem funcionando. Estar preparado para esse cenário não é excesso de cautela, mas maturidade operacional. Em determinados momentos do ano, é a logística que mantém o país em movimento.

Para entender melhor os bastidores desse setor e como ele impacta o dia a dia das empresas, confira os outros artigos do nosso blog.

Glossário logístico: a linguagem da operação

O glossário logístico é uma ferramenta essencial para entender o que realmente acontece por trás de uma operação de transporte. Mais do que um conjunto de siglas, ele traduz decisões, processos e indicadores que impactam prazos, custos e eficiência no dia a dia.

Ao dominar esses termos, profissionais e empresas ganham mais clareza sobre como a cadeia funciona na prática. Além disso, a comunicação entre embarcadores, transportadoras e clientes se torna mais objetiva e estratégica.

Pensando nisso, organizamos este conteúdo em blocos temáticos para tornar o aprendizado mais natural e conectado à rotina operacional.

Sistemas e inteligência operacional

A tecnologia ocupa um papel central nas operações modernas. Por isso, muitos termos do glossário logístico estão ligados à gestão, análise de dados e monitoramento em tempo real.

TMS

O Transportation Management System é o sistema que organiza o transporte de ponta a ponta. Ele auxilia no planejamento de rotas, cálculo de fretes, controle de prazos e visibilidade das viagens. Assim, melhora a tomada de decisão e reduz falhas operacionais.

WMS

O Warehouse Management System gerencia a rotina dentro dos armazéns. Ele controla entradas, saídas, endereçamento e movimentação de produtos. Desse modo, aumenta a produtividade e reduz erros no estoque.

ERP

O Enterprise Resource Planning integra diferentes áreas da empresa em um único sistema. Finanças, compras, estoque e logística passam a conversar entre si. Consequentemente, a gestão ganha mais controle e previsibilidade.

Dashboard logístico

O dashboard é um painel visual que centraliza dados da operação. Ele apresenta indicadores, alertas e análises em tempo real. Portanto, permite decisões mais rápidas e baseadas em informação concreta.

Telemetria

A telemetria monitora veículos e motoristas à distância. Ela coleta dados como velocidade, consumo e comportamento ao volante. Além disso, contribui diretamente para segurança e eficiência operacional.

Glossário logístico de indicadores e métricas que medem a eficiência

Nem toda performance é percebida apenas no campo. No glossário logístico, vários termos estão ligados à medição de resultados e ao controle de qualidade das entregas.

OTIF

A sigla significa On Time In Full. Esse indicador mede se a entrega foi realizada no prazo e com a carga completa. Ou seja, mostra se o cliente recebeu exatamente o que foi combinado.

Lead Time

Representa o tempo total entre o carregamento e a entrega final. Quanto menor esse intervalo, maior tende a ser a eficiência da operação. No entanto, o cálculo precisa considerar todas as etapas envolvidas.

OTD

On-Time Delivery mede o percentual de entregas realizadas dentro do prazo. Assim, permite avaliar a confiabilidade de uma operação ao longo do tempo.

Giro de estoque

Esse indicador mostra quantas vezes o estoque é renovado em determinado período. Um giro equilibrado evita excessos e faltas. Além disso, contribui para reduzir custos de armazenagem.

OCT (Order to Cash)

Mede o tempo total entre o pedido do cliente e o recebimento do pagamento. Portanto, conecta a logística diretamente ao fluxo financeiro da empresa.

Etapas e fluxos da entrega na prática

Outra parte importante do glossário logístico está ligada às etapas físicas do transporte. São termos que descrevem o caminho da carga e ajudam a entender onde estão os principais desafios.

Cross Docking

Nesse modelo, a mercadoria chega a um ponto de distribuição e já segue para o próximo destino. Ela não passa pelo estoque. Desse modo, o fluxo ganha velocidade e reduz custos de armazenagem.

Last Mile

É o último trecho da entrega, quando a carga sai para o destino final. Geralmente, é a fase mais crítica, pois envolve trânsito urbano, acesso restrito e prazos apertados.

Middle Mile

Refere-se ao trecho intermediário do transporte, normalmente entre centros de distribuição ou hubs logísticos. Enquanto isso, a operação busca manter ritmo e previsibilidade.

Janela de entrega

É o horário combinado para realizar a descarga. Chegar antes ou depois pode gerar espera, reprogramações ou até recusa. Por isso, o planejamento precisa ser preciso.

Hub logístico

O hub funciona como um ponto central de concentração e redistribuição de cargas. A partir dele, as entregas seguem para diferentes regiões. Consequentemente, a operação ganha escala e agilidade.

Entender o glossário logístico é entender a operação

Dominar o glossário logístico vai muito além de conhecer siglas. Cada termo representa uma parte da engrenagem que mantém a cadeia de suprimentos funcionando.

Quando esses conceitos são compreendidos, a leitura da operação muda. Decisões passam a ser mais conscientes, análises se tornam mais precisas e a comunicação entre áreas flui melhor.

Em outras palavras, entender essa linguagem é um passo importante para quem quer atuar com mais visão estratégica, acompanhar a evolução do setor e participar de operações cada vez mais eficientes.

Quer saber ainda mais sobre o universo da logística? Leia os outros artigos do nosso blog!

Logística 2030: previsões e expectativas para o Brasil

A virada para a nova década está cada vez mais próxima. Isso coloca o setor de transporte e logística diante de um desafio estratégico: como se preparar para uma era que terá como marcas a digitalização, a transição energética e a pressão por eficiência? Estes são os desafios do que o mercado chama de logística 2030.

Com menos de cinco anos até o marco, empresas, operadores e embarcadores precisam entender o que está por vir, bem como quais movimentos já começaram.

Infraestrutura: o ponto de partida da logística 2030

O Brasil vive um ciclo de investimentos em infraestrutura que deve influenciar diretamente o custo logístico até 2030. Programas federais, concessões, parcerias público-privadas e linhas de financiamento (como as do BNDES), entre outros, são exemplos que vêm direcionando recursos para:

  • modernização e ampliação de ferrovias;
  • expansão da cabotagem;
  • melhorias em portos;
  • integração multimodal.

Esses projetos respondem a gargalos históricos e tendem a reduzir a dependência do modal rodoviário. Estudos estratégicos do BNDES e relatórios de mercado publicados na última década já indicavam o avanço da ferrovia e da cabotagem como vetores de competitividade.

A consolidação dessas obras, porém, depende de dois fatores essenciais: execução no prazo e estabilidade regulatória. Sem esses elementos, parte dos ganhos previstos para a logística 2030 pode ser postergada.

Crescimento do mercado e mudança na matriz logística

O setor logístico deve continuar expandindo até 2030, impulsionado principalmente por:

  • agronegócio e mineração;
  • indústria de transformação;
  • aumento da demanda por armazenagem;
  • e-commerce e entregas urbanas.

Esse crescimento pressiona por mais capacidade operacional, modelos de entrega mais rápidos e soluções multimodais. Com isso, a tendência é ver uma rede logística mais distribuída, repleta de:

  • centros de distribuição regionais;
  • micro-hubs urbanos;
  • maior integração com ferrovias e cabotagem;
  • terminais mais automatizados.

Para empresas de transporte e operadores logísticos, isso significa, em resumo, repensar fluxos, contratos e rotas. Dessa forma, será possível acompanhar um mercado mais complexo e mais exigente.

Digitalização e automação: o novo padrão competitivo

Se existe um eixo responsável por acelerar a transformação logística até 2030, sem dúvida ele é a tecnologia. Nos próximos anos, diversas soluções deixarão de ser diferenciais para se tornarem requisitos mínimos de competitividade, por exemplo:

  • TMS e WMS avançados;
  • telemetria e rastreamento em tempo real;
  • automação de armazéns;
  • integração via APIs e EDI;
  • visibilidade ponta a ponta da cadeia;
  • blockchain para documentos e contratos;
  • uso intensivo de IA para roteirização, previsão de demanda e controle de estoque.

A digitalização reduz erros, melhora a previsibilidade e fortalece a tomada de decisão com base em dados. Para muitas empresas, essa jornada começa pela integração entre áreas e pela padronização de processos internos. Do contrário, a adoção tecnológica não gera os resultados esperados.

Descarbonização e transição energética: nova fronteira da logística 2030

A agenda ambiental será um dos pilares da logística 2030. Consultorias, organismos multilaterais e bancos de desenvolvimento, entre outros, já tratam a transição energética como oportunidade econômica, regulatória e competitiva.

Entre as transformações esperadas até 2030 estão:

  • maior uso de veículos elétricos em centros urbanos;
  • expansão de biocombustíveis de baixa emissão;
  • ganho de relevância da ferrovia e da cabotagem pela eficiência energética;
  • exigências crescentes de métricas ESG por parte de clientes e financiadores.

Empresas que adotarem modelos de operação mais limpos tendem a acessar novos mercados e reduzir custos de longo prazo. Como resultado, tendem a melhorar sua posição em cadeias globais de suprimentos.

Impactos práticos no dia a dia das empresas

Certamente, as transformações previstas não ficam no campo estratégico. Elas, de fato, já apresentam impactos diretos na operação. Podemos citar, por exemplo:

  • Mais ferrovia e cabotagem para longas distâncias, reduzindo custos por tonelada;
  • Portos digitalizados e integrados, com menor tempo de espera;
  • Expansão de hubs urbanos, com centros dedicados ao last mile;
  • Roteirização e visibilidade em tempo real, suportadas por IA;
  • Mudanças regulatórias constantes, exigindo atualização de sistemas e processos;
  • Gap de mão de obra, caso a qualificação não acompanhe a automação.

O futuro logístico combina eficiência, tecnologia e sustentabilidade. Diferente, assim, do modelo que predomina hoje.

Como empresas podem se preparar para a logística 2030

Antecipar-se é o caminho para transformar risco em vantagem competitiva. Algumas ações fundamentais incluem:

  • Acelerar a digitalização interna com TMS/WMS modernos, telemetria ampliada e integração total entre sistemas, por exemplo;
  • Planejar redes multimodais para incluir ferrovias e cabotagem nos estudos de rota, sempre que viável;
  • Investir em práticas ESG, monitorando emissões, atualizar frotas e adotar metas internas de sustentabilidade;
  • Requalificar equipes a partir de formação técnica em tecnologia, dados, automação e operação multimodal, entre outros métodos;
  • Rever contratos e modelos de custo, aproveitando a transição para o IVA dual (CBS e IBS) e outras regulações que exigirão ajustes constantes.

Empresas que começarem essas adaptações agora chegarão a 2030 mais eficientes e mais competitivas. Em resumo, mais preparadas.

A logística 2030 será o motor da competitividade nacional

A logística 2030 representa uma combinação de desafios e oportunidades. O país tem potencial para conquistar protagonismo global graças à sua posição estratégica, ao peso das exportações de commodities e ao tamanho do mercado interno.

Se os pilares levantados neste texto avançarem em conjunto, a logística brasileira poderá se tornar mais integrada, previsível, digital e sustentável. Assim, será capaz de conectar o país ao mundo de forma mais rápida, inteligente e verde.

Quer acompanhar estas mudanças em tempo real? Clique aqui e leia todos os artigos do nosso blog!

Tendências na logística em 2026

As tendências da logística em 2026 apontam para um setor cada vez mais integrado, digital e orientado à eficiência. À medida que a demanda cresce e as operações se tornam mais complexas, empresas, embarcadores e operadores precisam compreender quais movimentos já estão moldando o mercado para se preparar para um ciclo de transição estratégica.

Entender as principais direções que devem guiar o transporte e a gestão logística neste ano é o primeiro passo. Um olhar integrado sobre tecnologia, processos e pessoas será essencial para gerar sinergia entre as mudanças e potencializar resultados.

Digitalização contínua entre as principais tendências na logística

A digitalização segue no centro das tendências da logística em 2026. Sistemas que antes representavam diferenciais, como TMS, WMS e plataformas de rastreamento, só para exemplificar, agora precisam operar de forma integrada, oferecendo uma visão completa e conectada da operação.

Ganham força iniciativas como o monitoramento em tempo real, torres de controle mais unificadas e a automação de etapas administrativas. A padronização de dados entre transportadores e embarcadores também se consolida como um fator crítico para eficiência.

Esse movimento reduz retrabalho, aumenta a previsibilidade e traz mais precisão ao planejamento logístico.

Esse movimento reduz retrabalho, melhora a previsibilidade e garante mais precisão no planejamento.

Inteligência Artificial como aceleradora

Outra frente decisiva é a ampliação do uso da Inteligência Artificial. Em 2026, os dados deixam de ser apenas apoio e passam a direcionar decisões operacionais no dia a dia.

Entre as aplicações mais relevantes estão a roteirização inteligente, considerando variáveis como custo, tráfego e condições climáticas; a previsão de atrasos e riscos na cadeia logística; e a otimização de janelas e recursos. A manutenção preditiva, voltada à redução de paradas não programadas, também se destaca como um uso com alto potencial de impacto.

Com a IA aplicada de forma prática, as empresas ganham eficiência, segurança e maior controle operacional.

Segurança e cultura operacional como diferenciais competitivos

A segurança aparece entre as principais tendências da logística não apenas como obrigação, mas como um claro indicador de maturidade operacional. Empresas mais competitivas investem na consolidação de rotinas que reforçam o comportamento seguro em todas as etapas da operação, dos motoristas às equipes de pátio.

Entre os destaques de 2026 estão práticas estruturadas de DDS, processos padronizados de embarque e desembarque e o monitoramento de jornadas com indicadores de risco integrados ao desempenho. Essas ações contribuem diretamente para a preservação das pessoas e para a continuidade operacional.

Investir em cultura operacional reduz custos, aumenta a confiabilidade e eleva o nível de serviço.

Sustentabilidade guiada por eficiência energética

A pauta ambiental segue ganhando espaço, impulsionada por clientes mais exigentes e por metas internas cada vez mais claras. Em 2026, sustentabilidade se traduz menos em discurso e mais em métricas.

Entre os movimentos que se consolidam estão o uso de frotas mais eficientes e com menor emissão, a otimização de rotas para redução de CO₂ e o monitoramento contínuo de emissões. Programas de redução e compensação passam a ser baseados em dados reais, integrados à gestão da operação.

Empresas que incorporam o ESG à rotina operacional ampliam sua vantagem competitiva.

Pessoas, as eternas tendências na logística, no centro

Mesmo diante do avanço da automação e da digitalização, o setor segue altamente dependente de pessoas qualificadas, especialmente motoristas e equipes operacionais.

Para 2026, ganham destaque iniciativas de capacitação técnica contínua, desenvolvimento de competências digitais e ações estruturadas de bem-estar e segurança. A integração mais fluida entre áreas também contribui para operações mais eficientes e colaborativas.

A valorização das pessoas se reflete em menor turnover, maior engajamento e melhor qualidade na entrega.

Um novo padrão para a logística

As tendências da logística mostram que 2026 é um ano de consolidação. A combinação entre tecnologia, segurança, eficiência e sustentabilidade estabelece as bases para um setor mais maduro e preparado para desafios crescentes.

Empresas que conseguirem alinhar estratégia, processos e pessoas estarão mais prontas para entregar resultados consistentes e ocupar posições de destaque em uma cadeia logística que evolui rapidamente.

Quer acompanhar mais análises sobre essas transformações? Clique aqui e explore os demais artigos do nosso blog para ficar por dentro das principais evoluções do setor.

Reforma tributária e os efeitos na logística

A implementação da reforma tributária do consumo no Brasil começa a partir de 2026, com um período de transição que se estende até 2033. Nesse intervalo, empresas de todos os setores terão de se adaptar a um novo modelo de tributação sobre bens e serviços. Para a logística, atividade central em diversos ciclos produtivos, os impactos tendem a ser profundos.

Elementos como fluxo de caixa, precificação de serviços e até a emissão de documentos fiscais eletrônicos, por exemplo, devem passar por mudanças. Para ETCs (empresas de transporte de cargas) e também para TACs (transportadores autônomos de cargas), será essencial revisar estratégias e processos para preservar a competitividade em meio às novas regras.

A importância do planejamento

Em linhas gerais, a reforma tributária simplifica a forma de tributar o consumo. Diversos tributos atuais, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, darão lugar a dois novos impostos principais:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de competência federal, substitui PIS e Cofins;
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – de competência compartilhada entre estados e municípios, substitui ICMS e ISS.

Eles compõem um modelo de IVA dual (Imposto sobre Valor Agregado), não cumulativo e com crédito financeiro amplo, alinhado às práticas internacionais. Além disso, será criado o Imposto Seletivo, voltado a produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, com possível impacto sobre cadeias que utilizam combustíveis e energia.

Outra mudança relevante é o princípio do destino. Em outras palavras, a tributação passa a ocorrer no local de consumo, e não na origem. A ideia é reduzir a chamada “guerra fiscal” e a tributação em cascata, aumentando a transparência e a previsibilidade para empresas que atuam em múltiplos estados.

O que a reforma tributária muda para o setor logístico

Para o setor de transporte e logística, a reforma altera a forma de apuração de créditos tributários e compensações financeiras e exige adequações tecnológicas. Notas Técnicas recentes já vêm estabelecendo novos campos e layouts em documentos como CT-e, CTe-OS, NF-e, NFS-e e BP-e para informar CBS, IBS e o Imposto Seletivo, o que demanda atualização de sistemas de gestão e integração com ERPs e TMS.

Outro ponto em debate é a carga tributária do setor. Estudos indicam que a alíquota combinada de IBS + CBS deve ficar na faixa de aproximadamente 25% a 27%, podendo chegar até a 28,7%, a depender das definições finais. Como resultado, considerando que o transporte de cargas não está, em princípio, incluído nos grupos com redução de alíquota, existe a expectativa de aumento de carga tributária para parte das operações de serviços.

Os efeitos, porém, serão graduais. A reforma prevê um cronograma que inclui:

  • 2026: início da cobrança de CBS e IBS, com alíquotas simbólicas;
  • 2027: entrada plena da CBS e extinção de PIS/Cofins;
  • 2029 a 2032: transição progressiva de ICMS e ISS para IBS;
  • 2033: novo modelo plenamente vigente.

Nesse cenário, empresas de logística podem enfrentar impactos crescentes no fluxo de caixa, especialmente conforme as novas alíquotas forem sendo calibradas e as regras de crédito e ressarcimento forem consolidadas. O desafio, portanto, será ajustar contratos, rever margens e, ao mesmo tempo, garantir conformidade fiscal.

Construindo uma base sólida desde já

Esperar a data-limite não é uma opção. Assim sendo, para atravessar o período de transição com segurança, é recomendável que empresas de transporte e logística:

  • Padronizem processos fiscais e mapeiem todas as operações tributadas;
  • Estruturem bases de dados confiáveis, facilitando simulações de cenários com as novas alíquotas;
  • Atualizem sistemas (ERP, TMS, emissão de documentos eletrônicos) de acordo com as novas exigências;
  • Capacitem times fiscal, financeiro e operacional sobre o modelo de IVA dual e seus reflexos no dia a dia;
  • Reavaliem contratos de longo prazo, prevendo cláusulas de recomposição de preços em função da reforma.

Mais do que uma mudança de alíquotas, a reforma tributária inaugura um novo jeito de tributar o consumo no Brasil. Para o setor logístico, isso significa repensar processos do início ao fim da cadeia, com informação de qualidade para sustentar decisões estratégicas.

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MDF-e: ANTT muda as regras para emissão

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a nota técnica 2025.001, atualizando as regras para emissão do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e).

Essas alterações reforçam a fiscalização eletrônica, elevando o risco de autuações automáticas em caso de divergências.

Novos campos obrigatórios e maior rigor no controle do MDF-e

Em vigor desde outubro, as mudanças trazem um layout mais detalhado, exigindo o preenchimento completo de informações sobre o frete, como valores, forma de pagamento e dados bancários do transportador. Além disso, as transportadoras passam a informar o registro do NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) e do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte).

Essa mudança estrutural na forma de controle das operações de transporte vai permitir uma verificação das informações em tempo real. Isso será feito diretamente pelos sistemas da ANTT, com base nos dados declarados no MDF-e e vai significar processos de análise automatizados.

É hora de se adequar

Transportadoras, cooperativas e embarcadores precisam revisar seus sistemas internos de emissão de MDF-e. Além disso, seus cadastros de transportadores e rotinas contábeis também vão precisar passar por ajustes.

Sem dúvida um marco no rigor e na transparência no transporte rodoviário de cargas, a automatização do controle de fretes exige atenção imediata das empresas do setor.

Atualize seus processos e mantenha sua operação em conformidade para evitar autuações!

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Operação logística: referência em tomadas de decisão

Todo país possui pontos de melhoria quando o assunto é operação logística. O Brasil, por exemplo, pode crescer muito quando investir em infraestrutura e desburocratização. Mas há também o cenário de transformação global.

Não é apenas a logística que está evoluindo. A sociedade está mudando. Nesse contexto, as empresas de logística têm cada vez potencial de protagonismo na tomada de decisões para garantir que ciclos produtivos continuem em funcionamento.

Terceirização, caminho para a especialização

Diferentes estudos, como o State of Logistics 2025, relatório anual que registra o momento da economia dos EUA pela lente do setor de logística e seu papel geral na cadeia de suprimentos, produzido pelo Council of Supply Chain Management Professionals (CSCMP), mostram uma forte tendência à terceirização da operação logística. É uma tendência que já está evidente em uma economia consolidada, como é a dos Estados Unidos. Empresas com operações maduras estão renunciando o gerenciamento de suas remessas. Ao invés disso, estão contratando empresas para fazer esse trabalho por eles.

Isso se dá, acima de tudo, porque eventos dos últimos anos, como a pandemia e a guerra entre Rússia e Ucrânia, demonstraram os riscos da quebra da cadeia de suprimentos. Como resultado, diferenciais como a inteligência de mercado, com parcerias estratégicas, permitem uma visão global e, ao mesmo tempo, uma especialização local na operação logística.

Outro ponto importante, responsável também em otimizar rotas e reduzir o impacto ambiental da operação, antecipando imprevistos, é a capacidade de compilar e analisar dados de forma assertiva. Este é, sem dúvida, um ponto forte a favor da escolha por terceirizados.

Dessa forma, quando a operação passa por um cenário de mudança, é possível se adaptar com eficácia, superando desafios, minimizando impactos e reduzindo custos.

A operação logística está em constante adaptação

Nenhuma solução pronta vai oferecer os melhores resultados para demandas específicas. Modelos flexíveis e modulares, por sua vez, vão se adequar às particularidades do seu negócio para tornar mais eficientes processos simples, como a gestão de um estoque, ou complexos, integrando transportadora, armazém e processo aduaneiro.

A diferença entre custo e investimento está nos resultados. Quer saber mais? Siga a G2L Logística nos canais digitais e fique de olho em todas as nossas análises do setor!

Transporte de cargas: mais segurança de ponta a ponta

O transporte de cargas, especialmente pelas vias rodoviárias, é uma atividade dinâmica e desafiadora. Como resultado, a busca por segurança da carga precisa ir além da mera prevenção de perdas e materiais. Ela é, de fato, um pilar estratégico, impactando diretamente na eficiência operacional, na reputação da marca e na sustentabilidade financeira.

Para atingir a excelência em uma cadeia de processos, começando na origem da carga e terminando no destino final, é preciso ser multidisciplinar. Ao mesmo tempo, avanços tecnológicos precisam estar no radar, sendo analisados para, quando positivos, entrarem nas práticas da empresa.

Olhar integrado para o transporte de cargas

Um ecossistema de transporte de cargas seguro explora, em resumo, a tecnologia, o gerenciamento de riscos e o capital humano. Ao fazer isso ao mesmo tempo, cria sinergia entre as tarefas, gerando resultados mais expressivos do que a soma de suas partes individualizadas.

Soluções de rastreamento veicular, por exemplo, permite uma otimização de rotas logísticas em tempo real. Sob o mesmo ponto de vista, uma equipe constantemente em treinamentos e aprimoramentos terá as melhores condições para identificar potenciais problemas na frota e ordenar manutenções preventivas. Todas essas ações em conjunto reduzem custos, encurtam prazos e elevam a segurança, não apenas da carga, mas também do motorista.

O capital humano, sem dúvida, é o principal ativo de uma empresa de logística. Assim sendo, ele deve ser valorizado com capacitações como cursos de direção defensiva e softwares de monitoramento da telemetria do veículo. Isso permite ao suporte remoto acompanhar a evolução da viagem e sugerir adaptações que melhorem o desempenho e elevem a segurança em situações de chuva, obras na pista e similares.

Processo com ponto de partida, mas sem ponto de chegada

A segurança no transporte de cargas deve ser uma prioridade para operadores logísticos. Mas, nessa jornada, só se começa. Sempre há um novo treinamento, um novo equipamento, uma nova tecnologia. E o que é vanguarda hoje pode ser obsoleto em pouco tempo.

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Reforma tributária e incentivos à logística

A reforma tributária já foi sancionada e vai começar a valer no ano que vem. Entre 2026 e 2032, um período de transição eliminará os tributos atuais, ao passo que implementa os novos.

Mas, tão importante quanto o Imposto sobre Valor Agregado Dual e a cobrança única no destino, é entender os impactos dessa mudança de critério nos setores de logística e transporte. Uma grande reestruturação operacional se aproxima.

A reforma tributária fará investimentos mudarem de rumo

A criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS, federal) e do Impostos sobre Bens e Serviços (IBS, estadual e municipal) faz muito mais do que renomear impostos. Uma vez em vigor, o sistema vai afetar todos os departamentos das empresas. Em especial, no que diz respeito a, por exemplo, precificações, aluguéis, novas alíquotas, despesas gerais e geração de empregos.

Essa repaginação nas finanças das empresas terá um impacto especial em que trabalha com transporte, seja intermunicipal ou estadual. Com o ICMS extinto, o fator fiscal deixará de ser determinante na hora de desenhar a logística das empresas. O fator decisivo estará nos requisitos operacionais.

Em outras palavras, a reforma tributária deve alterar profundamente os hubs de distribuição. Sem ICMS variável para que estados promovam políticas de incentivo, o caminho natural é que as operações se concentrem em grandes centros de consumo, reduzindo custos.

Etapas da transição

CBS e IBS terão um comitê gestor. O da CBS será responsabilidade da União. O do IBS, por sua vez, terá sua regulamentação por via do Projeto de Lei 108/2024, já em discussão no Senado Federal.

A partir de 2026, a reforma tributária entra em período do teste, com alíquota de 0,9% para CBS e 0,1% para IBS. Essa fase terá dois sistemas tributários em vigor simultaneamente, com o antigo gradualmente dando lugar ao novo.

Já em 2027 PIS e Cofins serão extintos, dando lugar plenamente à CBS e ao Imposto Seletivo (IS). O IS tem, principalmente, uma função regulatória sobre produtos que façam mal à saúde e ao meio ambiente.

Os benefícios fiscais atuais permanecem até 2032, último ano da transição. A partir de 2033, espera-se que o setor de logística já tenha concluído ou ao menos alinhado seus novos sistemas de operação.

E sua empresa, como está se preparando para essa nova fase?

Confira mais análises e notícias do setor de logísticas em nosso blog.

Portos brasileiros podem ser mais competitivos

Os portos brasileiros são mais que protagonistas no nosso comércio internacional. De fato, com 95% das mercadorias usando a costa nacional como ponto de partida, eles são quase solistas. Dessa forma, garantir que eles acompanhem o aumento da demanda é fundamental para permitir que a balança comercial brasileira siga positiva.

Para isso, há desafios tanto estruturais quanto de governança, que precisão de solução para aumentar a eficiência interna e a competitividade global. Nesse sentido, a Engenharia Econômica pode se tornar uma ferramenta estratégica essencial para transformar essa realidade e fazer de desafios oportunidades.

O que é a Engenharia Econômica

Em resumo, a Engenharia Econômica é uma ciência que une análise de dados e estratégia. Assim, a tomada de decisão otimiza recursos e maximiza resultados. Em outras palavras, mais do que medir o passado, ela contribui no desenvolvimento de sistemas que olham para o futuro com referenciais claros de análise.

Ela é uma ferramenta com potencial porque os desafios dos portos brasileiros possuem soluções que envolvem as capacidades da Engenharia Econômica. Só para exemplificar, temos os gargalos operacionais, que geram atrasos e custos adicionais.

Também há uma série de investimentos desalinhados, com dinheiro indo para áreas que não contribuem para a eficiência do sistema como um todo. Além disso, não há um sistema que mensure custos e desempenhos, tornando a identificação de gargalos e de pontos de melhoria um processo de tentativa e erro, sem critério.

Soluções para os portos brasileiros

A Engenharia Econômica facilita a criação de modelos de custos para cada processo, com diferentes graus de complexidade de acordo com a sua importância. Entre outros, componentes como mão de obra, manutenção e ociosidade permitem identificar onde as ineficiências se concentram.

Outro benefício da Engenharia Econômica para os portos brasileiros está na criação de métricas consistentes, que mensurem a eficiência e comparem os resultados entre operações ou períodos de tempo, fornecendo uma base objetiva para a tomada de decisões.

Com isso, é possível fazer um planejamento estratégico orientado por dados, integrando análises econômicas ao planejamento organizacional de modo a priorizar os investimentos que tragam os maiores retornos.

Sem dúvida, os portos brasileiros estão diante de desafios que farão o Brasil confirmar ou atrasar em alguns anos a posição de protagonista do Sul Global à qual vem pleiteando nos últimos anos. Ao empresário, resta encontrar as melhores formas de levar suas mercadorias aos portos, a fim de minimizar riscos.

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