Reforma tributária e incentivos à logística

A reforma tributária já foi sancionada e vai começar a valer no ano que vem. Entre 2026 e 2032, um período de transição eliminará os tributos atuais, ao passo que implementa os novos.

Mas, tão importante quanto o Imposto sobre Valor Agregado Dual e a cobrança única no destino, é entender os impactos dessa mudança de critério nos setores de logística e transporte. Uma grande reestruturação operacional se aproxima.

A reforma tributária fará investimentos mudarem de rumo

A criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS, federal) e do Impostos sobre Bens e Serviços (IBS, estadual e municipal) faz muito mais do que renomear impostos. Uma vez em vigor, o sistema vai afetar todos os departamentos das empresas. Em especial, no que diz respeito a, por exemplo, precificações, aluguéis, novas alíquotas, despesas gerais e geração de empregos.

Essa repaginação nas finanças das empresas terá um impacto especial em que trabalha com transporte, seja intermunicipal ou estadual. Com o ICMS extinto, o fator fiscal deixará de ser determinante na hora de desenhar a logística das empresas. O fator decisivo estará nos requisitos operacionais.

Em outras palavras, a reforma tributária deve alterar profundamente os hubs de distribuição. Sem ICMS variável para que estados promovam políticas de incentivo, o caminho natural é que as operações se concentrem em grandes centros de consumo, reduzindo custos.

Etapas da transição

CBS e IBS terão um comitê gestor. O da CBS será responsabilidade da União. O do IBS, por sua vez, terá sua regulamentação por via do Projeto de Lei 108/2024, já em discussão no Senado Federal.

A partir de 2026, a reforma tributária entra em período do teste, com alíquota de 0,9% para CBS e 0,1% para IBS. Essa fase terá dois sistemas tributários em vigor simultaneamente, com o antigo gradualmente dando lugar ao novo.

Já em 2027 PIS e Cofins serão extintos, dando lugar plenamente à CBS e ao Imposto Seletivo (IS). O IS tem, principalmente, uma função regulatória sobre produtos que façam mal à saúde e ao meio ambiente.

Os benefícios fiscais atuais permanecem até 2032, último ano da transição. A partir de 2033, espera-se que o setor de logística já tenha concluído ou ao menos alinhado seus novos sistemas de operação.

E sua empresa, como está se preparando para essa nova fase?

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Portos brasileiros podem ser mais competitivos

Os portos brasileiros são mais que protagonistas no nosso comércio internacional. De fato, com 95% das mercadorias usando a costa nacional como ponto de partida, eles são quase solistas. Dessa forma, garantir que eles acompanhem o aumento da demanda é fundamental para permitir que a balança comercial brasileira siga positiva.

Para isso, há desafios tanto estruturais quanto de governança, que precisão de solução para aumentar a eficiência interna e a competitividade global. Nesse sentido, a Engenharia Econômica pode se tornar uma ferramenta estratégica essencial para transformar essa realidade e fazer de desafios oportunidades.

O que é a Engenharia Econômica

Em resumo, a Engenharia Econômica é uma ciência que une análise de dados e estratégia. Assim, a tomada de decisão otimiza recursos e maximiza resultados. Em outras palavras, mais do que medir o passado, ela contribui no desenvolvimento de sistemas que olham para o futuro com referenciais claros de análise.

Ela é uma ferramenta com potencial porque os desafios dos portos brasileiros possuem soluções que envolvem as capacidades da Engenharia Econômica. Só para exemplificar, temos os gargalos operacionais, que geram atrasos e custos adicionais.

Também há uma série de investimentos desalinhados, com dinheiro indo para áreas que não contribuem para a eficiência do sistema como um todo. Além disso, não há um sistema que mensure custos e desempenhos, tornando a identificação de gargalos e de pontos de melhoria um processo de tentativa e erro, sem critério.

Soluções para os portos brasileiros

A Engenharia Econômica facilita a criação de modelos de custos para cada processo, com diferentes graus de complexidade de acordo com a sua importância. Entre outros, componentes como mão de obra, manutenção e ociosidade permitem identificar onde as ineficiências se concentram.

Outro benefício da Engenharia Econômica para os portos brasileiros está na criação de métricas consistentes, que mensurem a eficiência e comparem os resultados entre operações ou períodos de tempo, fornecendo uma base objetiva para a tomada de decisões.

Com isso, é possível fazer um planejamento estratégico orientado por dados, integrando análises econômicas ao planejamento organizacional de modo a priorizar os investimentos que tragam os maiores retornos.

Sem dúvida, os portos brasileiros estão diante de desafios que farão o Brasil confirmar ou atrasar em alguns anos a posição de protagonista do Sul Global à qual vem pleiteando nos últimos anos. Ao empresário, resta encontrar as melhores formas de levar suas mercadorias aos portos, a fim de minimizar riscos.

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